Elas arregaçaram as mangas e mudaram o status quo. Polêmicas, revolucionárias, corajosas: essas brasileiras foram ícones nas suas áreas de atuação e merecem ser relembradas.

Separamos três brasileiras icônicas que você precisa conhecer,  mulheres que fizeram ou fazem parte de nossa história. Você sabia que, uma índia, uma bruxa e uma escrava fizeram grande revoluções na história em nosso país? O Brasil, como em todo o mundo, as mulheres mostraram para que vieram, não deixaram quieto, mostraram que somos muitas e podemos modificar o mundo ao nosso redor.

 

Sônia Guajajara da Terra Indígena de Araribóia, no Maranhão, desde muito cedo entendeu que precisava lutar contra o anonimato, contra a invisibilidade dos povos indígenas. Com voz suave, mas pronta para guerra, tem voz no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas e já levou denúncias às Conferências Mundiais do Clima (COP) e ao Parlamento Europeu.

Em 2017, Alicia Keys, artista engajada com diversas causas sociais, cedeu seu espaço no palco principal do Rock in Rio para que a líder indígena Sônia Guajajara discursasse pela demarcação de terras na Amazônia. No dia 3 de fevereiro de 2018, Sônia Guajajara foi lançada como pré-candidata a vice-presidente da república , tornando-se a primeira pré-candidata de origem indígena à presidência da república. Sônia é o exemplo de perseverança e representatividade por onde passa.

Dandara dos Palmares lutou contra o sistema escravocrata e se tornou um dos maiores nomes da resistência quilombola do país no século 17. Foi esposa de Zumbi dos palmares, cuja a morte inspirou o dia da consciência negra e liderou a parte feminina do exercito dos palmares.

Descrita como uma heroína, Dandara dominava técnicas da capoeira. Lutou ao lado de homens e mulheres nas muitas batalhas consequentes a ataques a Palmares, estabelecido no século XVII na Serra da Barriga,  atual estado de Alagoas. Não se sabe se Dandara nasceu no Brasil ou no continente africano, mas teria se juntado ainda menina ao grupo de negros que desafiaram o sistema colonial escravista por quase um século. Ela participava também da elaboração das estratégias de resistência do quilombo.

Mima Renard foi uma mulher franco-brasileira, que morreu queimada em uma fogueira no ano de 1692, na vila de São Paulo. Acabou se tornando um dos mais conhecidos nomes durante o período de caça às bruxas no Brasil.
Renard deixou a França e chegou ao Brasil com seu marido René. Acredita-se que seu marido tenha sido assassinado por um homem que estava interessado em sua esposa, visto que ela era uma mulher muito bela. Viúva, ela teve que começar a se prostituir para viver. Foi nesse momento que os boatos começaram. Outras mulheres passaram a dizer que Renard fazia feitiços para atrair os homens. Quando dois de seus clientes, casados, começaram uma briga que resultou na morte de um deles, a prostituta foi denunciada ao padre da paróquia local, acusada de bruxaria e feitiçaria. Ela morreu no ano de 1692, executada em uma fogueira pública em São Paulo.
Todas essas mulheres, construíram um legado, uma liberdade, uma história, para que todas as mulheres de hoje possam tornar seu voto válido, ser ouvida mesmo quando são “insignificantes” marcadas por tragédias ou não.
Todas são brancas, negras, amarelas, ruivas, líderes, suaves, tem o poder do ensinamento e principalmente, mostraram que sem uma mulher não há vida.