Acredita-se que o hábito de fumar tenha dado início na  América Central, nas proximidades da cidade de Tobaco, região de Yucatán em 1520, onde os colonizadores espanhóis viram pela primeira vez, a planta sendo usada pelos índios. Acreditava-se que os índios usavam o tabaco para espantar mosquitos, o que era intenso na região, também como ritual medicinal e espiritual. Em suas viagens, Cristóvão Colombo adorava carregar alguns suvenires de cada lugar em que colocava seus pés. Com o tabaco não foi diferente.

O primeiro relato histórico da planta de fumo foi feita por Romano Pene, parceiro de Cristóvão Colombo em sua viagem ao Novo Mundo. Logo após, a planta viajou o mundo e na Espanha, foi utilizado em forma de pó, indicado para dores de cabeça entre as famílias reais e a nobreza. Foi uma explosão, pois o tabaco realmente funcionava de todas as formas, tanto em pó, quanto enrolado. Inúmeras tabacarias, cafés e locais especializados foram se espalhando por todo continente europeu.  E assim, foi dada a largada para o hábito tão prazeroso quanto a de parar para tomar aquele cafezinho no meio do dia.

O tabaco, tornou-se status, glamour, sinal de diversão e também de reflexão. Com a demanda forte nos países europeus, o fumo teve sua bandeira e plantação fincadas em terras Recôncavo Baiano, de Salvador (BA) a Recife (PE), tornando-se assim, um dos principais produtos de exportação do império português. Mas com a declaração de independência do nosso Brasil, a plantação de fumo se espalhou pelo país, mas somente em 1903 o Brasil começou a fazer parte dessa promissora indústria quando foi instalada a primeira fábrica de enrolar tabaco no Rio de Janeiro. Começou ai a explosão do tabaco para todo o território brasileiro.

Mas e o Paieiro?

Como dizem os mineirinhos, ai é outro causo.