Nos idos de 14..e bolinhas , não se imaginava o tamanho da repercussão que seria o tabaco nos dias de hoje. Usado como remédio na antiguidade, passou por várias classes, teve idas e vindas, modificações, proibições e está outra vez ganhando força com a variedade do paieiro no mercado.

Com sabores variados, não dispensa apresentações. O  paieiro exige uma conversa, um certo namoro com que irá consumir tal produto. Conhecido vulgarmente como palha, pó ronca, paiol ou paieiro é composto basicamente por um punhado de tabaco envolvido por palha de milho macia, podendo haver pequenas modificações nesses dois componentes. Do original ao mama cadela, passando pelo de cereja, uva e o mentolado, muitos são os sabores do palheiro por ai. Vendidos já enroladinhos, com um minúsculo elástico compondo o produto, o cigarro de palha tem sua graça.

Ninguém sabe exatamente como começou esse ritual de enrolar o fumo com palha, mas sabe-se que ele é quem romantiza o consumo do tabaco. Associado aos caipiras do interior que levavam uma vida sossegada no campo, o paieiro foi substituído pelos cigarros industrializados. Nesse panorama, parecia que a prática de fumar paieiro estava destinada à extinção. Mas engana-se quem pensava que ele estava sumido. Devido a naturalidades dos componentes, palha selecionada, fumo natural sem aditivos, e todo o cuidado necessário para que o “paierim mineirim ” se tornasse o produto mais “cool” da bohemia nos dias de hoje.

De Minas para o mundo

O velho cigarro de palha não está na boca dos caipiras, mas na boca de um  grande número de jovens de classe média urbana. O paieiro ganhou espaço entre dois públicos distintos: os que tentam parar com o cigarro industrializado e os que se preocupam com qualidade e com a experiência que o produto proporciona.

Qualidade essa que, harmoniza com vários tipos de bebidas e drinks, fazendo do paieiro um companheiro mais fino para a melhor hora do dia sem perder a classe.  O paieiro ajuda a reduzir o estresse, diminui o consumo e satisfaz naquela hora da “sobremesa”.  Com o apelo de produto mais natural, o fumo enrolado em palha de milho ganha adeptos especialmente entre classes média e alta. O paieiro que faz parte do folclore regional de Minas Gerais, veio para ficar. Não importa quem, quando ou quanto tempo, mas ele veio para ficar.

Rodolfo, Caio e João do BBB21 fizeram do paieiro um companheiro no período que estiveram na casa. E até o Fiuk, fumante de cigarro branco, quis experimentar e pediu para o João ensiná-lo a pitar paieiro. Sim, porque tem todo um jeito de acender, tem um lado certo, tem que esperar a palha queimar até chegar no tabaco para então poder tragar. E ainda tem aquela questão da paciência, de apreciar o momento, relaxar, porque o paieiro sempre apaga e você pode ter aquele tempo para jogar conversa fora, até dar vontade de acender de novo. No caso do MR.PALHA, as caixinhas duplas foram desenvolvidas com o objetivo do apreciador poder guardar seu paieirinho. Não precisa pitar tudo de uma vez, pode ser aos pouco, com qualidade e menos ansiedade.